ASTROSOFIA

ASTRO-FILOSOFIA - ASTROLOGIA SIMBÓLICA - ASTROLOGIA PITAGÓRICA - A CIÊNCIA DOS CICLOS OU CICLOSOFIA - ASTROLOGIA ESOTÉRICA, COLETIVA & MUNDIAL
"ASTROLOGIA PROFUNDA PARA UM MUNDO MELHOR" - CIÊNCIA & FILOSOFIA NOVAMENTE UNIFICADAS PELA SÍNTESE!"
Eis que vimos a Sua estrela no Oriente e viemos homenageá-lo." Mt 2,2 (sobre os Reis-magos astrólogos)
"Eu (acredito em Astrologia porque) estudei o assunto, e o senhor não." Isaac Newton (a um crítico da Astrologia)

Disse uma sábia, fazendo eco a Newton, que "a Astrologia não é uma questão de crer, mas de conhecer" (Emma C. de Mascheville). E este se revela o único grande problema, ou seja: o de conhecê-la de fato, coisa dificultada ora pela sutileza de seus postulados, ora pelos desvios que sobre ela se acometem a partir disto. Mas nada disto desmente a sua importância histórica, que tem norteado os rumos das civilizações por milênios, sendo mesmo hoje respeitada sábios e presidentes.
APRESENTAÇÃO .....HOME..... INICIAL ..... EDITORA ....... VIDEOS....... GRUPOS......... GLOSSÁRIO

domingo, 24 de novembro de 2013

O Grande Sol Branco do Ocidente

A majestosa estrela Sírio, a “ardente” em árabe (é a mais brilhante de todas) “rainha dos céus” e berço de Mãe-Ísis, volta a governar uma vez mais a Civilização como nos áureos dias da Atlântida, agora quiçá sob uma nota matriarcal ainda mais elevada, conjuminada com a estrela Polaris da Ursa Menor que rege espiritualmente a Nova Civilização desde “os mais altos céus”...
Sóthis (Sírio) e Ísis
A reabilitação da estrela Sírio (situada no Hemisfério Sul do céu) pela Nova Raça Ocidental, representa pois um resgate dos valores ancestrais da Grande Ocidentalidade que inspirou a Alta Cultura atlante, deu nascimento à religião superior e estruturou os antigos calendários raciais.
No dizer de Blavatsky, “todas as religiões antigas tiveram Sírio por referência”, e isto se aplica em especial ao ciclo atlante, com fortes reminiscências na cultura áryo-atlante do Egito, da China/Tibet e em Meso-América.
Os informes esotéricos dão conta de estar Sírio relacionada à Loja Branca (também chamada “Loja Azul” nestas circunstâncias) –ver em “Astrologia Esotérica”, de Alice A. Bailey, que afirma estar a estrela vinculada ao “Centro da Hierarquia” e à energia do amor, possuindo uma relação especial com o “coração do Sol”. Sírio também costuma ser realmente chamada de “estrela azul”. Os Índios Hopi dizem que “quando Kachima  (como chamava a Sírio), a Estrela Azul fizer a sua aparição no céu, o Quinto Mundo emergirá.”
“Bailey então relaciona Sirius aos Sete Raios: Sírio atua em forma sétupla através dos sete raios e seus sete grupos, pois constituem a Hierarquia Ativa."(op.cit.) Também o faz indiretamente quando afirma ser tal estrela uma espécie de Alma de nos­so Sol, seu ‘Eu Superior’ ou ‘Anjo Solar’, uma imagem crística interna. Diz a ama­nuense: Sírio é a grande estrela da iniciação, porque nossa Hierar­quia (expressão do segundo aspecto da divindade) está sob a supervisão ou controle espiritual magnético da Hierarquia de Sírio. É a Estrela da Sensibili­da­de.(op.cit.)”(“Os Peregrinos de Tula, Ed. Agartha)
Cão Maior (onde está sua alfa, Sírio) não se encontra entre as constelações polares e nem entre as constelações eclípticas/equatoriais, mas sim numa faixa intermediária e, mais que isto, está junto ao “Rio das Almas”, forma poética como os antigos chamavam à Via Láctea, a qual também corta a eclíptica e os pólos.
Nisto existe, pois, um caráter central ou intermédio, entre uma zona considerada espiritual (os pólos) e outra tida como material (o zodíaco ou a eclíptica), resultando nas seguintes correlações (ainda usando a conexão polar árya da Ursa Maior mantida por Bailey):
a. Pólos .............. Ursa Maior ...... Espírito .............. Divindade
b. Via Láctea ..... Sírio ................. Alma ................. Hierarquia
c. Zodíaco .......... Plêiades ........... Personalidade ... Humanidade
Disto resulta um esquema semelhante ao símbolo chinês Wang ou “Homem Universal”, como se observa abaixo, e onde à posição sótica incide uma cruz central:



Esta “Zona Média” é deveras importante na astronomia, e tal coisa se revela melhor na esfera sublunar através da função da faixa subtropical do planeta, especificamente na latitude 30 que centraliza os Hemisférios oferecendo uma distribuição equitativa das Estações, como uma espécie de mandala ou pirâmide climática. Ali tem nascimento o circuito das manchas solares no Sol e ocorrem as convecções dos ventos em nosso planeta. Tampouco é necessário insistir na importância desta zona planetária na criação das civilizações e na manutenção do espírito de síntese da Tradição da Sabedoria, como muitos autores já o têm observado, pois se relaciona diretamente ao mistério de Shambala, o centro espiritual supremo da Terra.
Bailey firma também se tratar Sírio do Quinto Logos solar, e casualmente sabemos ser esta a quinta estrela mais distante do nosso sistema solar, situada a “apenas” 8,6 anos-luz do nosso sistema solar...
Esta conexão de Sírio com o pentagrama, faz com que esta estrela se relacione às fontes da Mente cósmica, o Manas superior e a origem do manah sagrado, relacionada ao Atma ou Alma, o quinto princípio. Os hindus também associam Sírio aos Kumaras, os “senhores da mente” surgidos na raça lemuriana, quando se implantou as semente da mente na humanidade, especialmente sob a ação de Sanat KumaraDaí também os vínculos naturais entre Sírio e Vênus (o único “astro” ainda mais brilhante do que Sírio em nosso céu), sob cuja custódia os Kumaras vieram ao mundo.
Os Quatro Kumaras
Por esta razão, Helena P. Blavatsky fazia associações entre Mercúrio e Sírio, levando a suspeitar que não poucas antigas “louvações ao Sol” seriam destinadas quiçá a este outro pólo ou Sol espiritual::
“Basta examinarmos certos pergaminhos egípcios mencionados por Rossellini para descobrirmos Mercúrio –uma réplica de Sírio em nosso sistema solar-, e Sothis, precedido das palavras sole e solis custode, sostegnon dei dominante, il forte grande dei vigilanti, ‘vigia do Sol, fundamento de todos os domínios e o mais forte de todos os vigilantes’. Estes título e atributos pertencem agora ao arcanjo São Miguel.” (Blavatsky, “História de um Planeta”)
Ora, o número “cinco” rege o nosso próprio sistema solar, o qual possui cinco bilhões de anos de idade -a nossa Terra, inclusive. Tudo isto gera por si só um poderoso alinhamento geométrico cósmico. Os egípcios diziam que as escamas do céu são feitas de pentágonos, daí desenharem as estrelas sempre com cinco pontas. E isto traz outro sentido à relação que Platão faz do dodeacaedro com o éter ou o quinto elemento, tido como essência do Espaço.
Espiritualmente, porém, existe hoje um vínculo esotérico especial, em função da Loja Branca estar se preparando para assumir o Adeptado ou a Quinta Iniciação. Esta será a condição dos novos rishis, apóstolos ou o “círculo do Graal”, que são as elevadas elites-de-luz que cercam o Logos e seu representante, o Pontifex Maximus, o Ketub, Pólo ou Axis Mundi espiritual, o Papa verdadeiro de cada geração. Para isto, reportamos o leitor à nossa matéria “A Quarta Ronda: iniciações humanas & hierárquicas”.
Gravura de Robert Fludd, Utriusque cosmi
Assim, naturalmente a Iniciação coletiva deste Elevado Grupo de Servidores se pautará na meditação sobre as “glórias” da estrela Sírio e seus mistérios. Seu nome árabe de “a ardente”, também leva a considerações esotéricas a respeito da “terra ardente” da iniciação, que deve ser percorrida por aquele que aspira pela iluminação -ver adiante sobre o “Sendeiro que conduz a Sírio”.
Destarte, podemos ainda associar Sírio a Júpiter, igualmente glorioso na sua expressão e tido como o planeta-da-maestria (seu nome sânscrito é guru e se lhe destina as quintas-feiras), verdadeiro proto-sistema solar que ademais protege com sua imensa massa e força gravitacional os restantes planetas dos ataques de corpos estranhos ao sistema solar.

Astronomia siríaca

A estabilidade celeste de Sírio (Sothis no grego, Sopdet em egípcio) lhe confere um papel polar simbólico ou de caráter espiritual, sendo usada como um fator regulador dos calendários. É como demonstram os estudos egípcios do perenialista R. A. Schwaller de Lubicz:
“O ciclo solar é complexo, e se considera atualmente o Ano Trópico (tempo compre­en­­­di­do en­tre dois re­tor­nos conse­cu­tivos da Ter­ra ao equi­nócio de prima­vera) e o Ano Si­deral (tem­­­po que de­corre entre duas con­­jun­ções da Terra com uma mesma es­tre­la).
Mas estes dois pe­ríodos se contam por frações de dias, de minutos e de se­gun­dos, e não po­dem ser­vir de uni­da­de de tem­­po fixo, pois exi­gem cor­­re­ções cons­tantes. Tam­bém os An­­tigos não ado­ta­ram nem um nem ou­tro, se­não o Ano Sirí­aco de 365,25 dias exa­­­ta­­mente, ano de­ter­­mi­nado pela vol­ta pe­­ri­ó­di­ca da ascensão he­líaca de Sirius. En­­tre os mo­vi­mentos ex­­­ces­si­vamente len­tos das estrelas chamadas “fi­xas”, umas em re­la­ção às ou­tras, Sirius é a úni­­ca estrela que per­­mite com­pensar o des­­vio ir­racio­nal do tem­po e esta­belecer um Ano Fixo –ou Ano de Deus– que sirva de medida de referência para notar todos os mo­vi­men­tos do céu. A as­cen­são helíaca de Sirius de­ter­­minava o Dia do Ano Novo, cha­ma­do “abertura do Ano” (em Le Roi de la Théocratie Pharaonique).
Demonstra também que, dadas as irregularidades do tempo convencional, “com nosso calendário atual não será ja­mais possível aos arqueó­logos futuros situar um fato com precisão no tempo, porque nos­so ano zero é determinado segundo um mandato teológico e não por uma data astro­nô­mi­ca.”
Ciclo sótico e “Anos divinos”
 Para estas, os egípcios determinaram o ciclo sótico-maior de 1.461 anos, o qual teve aliás uma incidência na época do Cristo. Acima temos uma gravura do padre jesuíta Athanasius Kircher, apresentando a divisão do ciclo sótico em quatro “anos divinos” de 365 anos cada, relacionados à sagrada família egípcia (Osíris, Ísis e Hórus) e à própria Sothis.
O Haab solar de 360 dias
Para constar, este ciclo maior cabe dezoito vezes no Ano Cósmico, servindo de “matriz” para várias realidades “sublunares”, tais como o calendário solar maia-nahua (o Haab) de 360 dias (mais os 5 dias epagomenais), e a importância dos 18 anos na maioridade e no despertar espiritual dos mestres. Vale lembrar pois os vínculos do ciclo sótico na abertura do ano solar no Egito, sob a canícula (surgimento da Estrela do Cão no Verão, junto ao Sol) associada às cheias do Nilo. Vale notar que o dia 26 de julho do calendários meso-americanos, associado especialmente ao Tzolkin, também teria a sua origem neste marco estival.
Outro ciclo importante, é aquele interno de 54 anos realizado no próprio sistema binário de Sírio, ciclo este observado pela tribo nigeriana dos Dogon, África, como uma provável herança da macro-cultura atlante. Sírio é uma “gigante branca”, e sua “irmã” Po Tolo (ou “Digitária”) é uma “anã branca”.
O sistema binário de Sírio
Irregularidades na trajetória de Sírio, sugerem se tratar na verdade de um sistema triplo, o que pode estar sugerido pelo símbolo/nome egípcio de Sírio, abaixo. A terminação “det” ou “tet”, aponta para o “pilar de Osíris” (djed) que é a quádruple força criadora do nosso universo.
Sopdet
Tal ciclo de 54 anos assemelha-se àquele praticado nos “jubileus” tradicionais como o hebreu de 50 anos e, sobretudo, o maia-nahua de 52 anos. Diz a lenda nahua que Quetzalcóatl “morreu” aos 52 anos, virando a estrela Vênus.
A chegada espiritual do “Quinto Sol”
Na Nova Ocidentalidade, também podemos estimar uma transformação semelhante na vida do Mensageiro aguardado (Quetzalcóatl/Kukulkan, Kalki, Maitreya, Cristo...), versão espiritual do Grande Sol do Ocidente, também relacionado à data profética de 2012 como foi trazido à luz pelos arqueólogos na ocasião, a respeito da verdadeira profecia maia acerca da chegada de um “senhor celeste” nesta data (coisa que a mídia sensacionalista preferiu todavia ignorar), afinal todo começo de ciclo solar/racial e astrológico demanda esta Manifestação, e a data de 2012 envolve ambos, uma vez que os maias tinham treze Eras astrológicas.
Kukulkan, a “serpente de plumas”

O "Sendeiro que conduz a Sírio"

Dentre os Sete Sendeiros de Evolução Superior, anunciados pelos teósofos, a quarta via cósmica é o “Sendeiro que leva a Sírio”, sendo aquele que possui mais afinidade com a humanidade, por envolver a “energia” do amor (ver mais sobre os Sete Sendeiros na matéria “Os Sendeiros Cósmicos e os Raios Divinos” e em nossa obra “O Livro dos Chohans”).
Selo do “Sendeiro a Sírio”
O Selo do "Sendeiro a Sírio", acima, traz fórmulas de equilíbrio, como uma cruz trapezóide (simbolizando o ser humano e a iniciação quaternária que refunde céu e terra) com um cristal no seu "coração" (o lugar da "jóia-no-lótus") e encimada por duas estrelas em giros opostos. Tal ideograma sugere, pois, a forma de trabalho dos Adeptos que optam por este Sendeiro -também chamados de Dragões de Sabedoria"- e que tem sido descrito como "arrebatamento cósmico e bem-aventurança rítmica", ou "dança rítmica sobre o quadrado" (Bailey).
Seguramente podemos ver nesta gravura uma alusão a quaternários sagrados como o IHVH hebreu ou o mantra tibetano OM MANI PADME HUM (esotericamente comentados na obra “Magia Branca e Teurgia – Oriens et Ocidens”), além de reportar-se ao acróstico VITRIOL, traduzido como “visita o interior da terra e retificando encontrarás a pedra oculta.” Outra indicação dual, é que este Sendeiro conduz ao Plano Astral cósmico, o mais próximo ao nosso Plano físico Cósmico. Daí a relativa facilidade do acesso a este Sendeiro de Evolução Superior.
O Adeptado ou a Quinta Iniciação, foi introduzido no planeta ainda na terceira ronda de forma avulsa, mas na quarta ronda a cúpula da Hierarquia alcança esta condição regularmente, a partir da raça árya, possibilitando então a criação da Civilização, graças ao ecumenismo difundido. Na nova raça-raiz, são os rishis ou apóstolos que ascendem a esta condição, preparando assim os tempos futuros, quando a própria humanidade, durante a assim chamada “sétima raça-raiz”, poderá alcançar esta condição quintessencial, permitindo com isto ao planeta realmente ascender, para além dos planos materiais...
A estrela da Quinta Ronda, brilha mais forte no céu da Nova Era!
Encerremos, pois, com esta Oração a Sírio:

Ó glorioso Sol Branco
Por cujo intermédio nos chegam os raios do amor
Tu que és o Templo da Grande Mãe divina
Abençoa os teus filhos que buscam a paz e o amor
Traz-nos a felicidade nesta vida e na outra.
 .
Participe do grupo FILOSOFIA PERENE – O UNO E O TODO  no Facebook
Arte – Filosofia – Ciência - Espiritualidade 
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário