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Fomalhaut com seu disco de pó e escombros característico |
Na cadência dos
séculos, os homens têm a oportunidade de se iludir e desiludir.
Após a Noite
dos Tempos, tem início o compasso secular, quando comparecem os arautos da
humanidade como os Quatro Cavaleiros há muito anunciados.
O Primeiro Anjo
chamou para as rezas e cantos e a esperança reacendeu. Este foi o auge da Idade Média (Século XIII).
Depois porém
ele caiu do céu e abandonou quem nele creu. Esta foi a Primeira Desilusão
(Século XIV).
O Segundo Anjo
chamou para as fileiras ardentes e a esperança reacendeu. Este foi o Renascimento (Século XV).
Depois porém
ele caiu do céu e abandonou quem nele creu. Esta foi a Segunda Desilusão
(Século XVI).
O Terceiro Anjo
chamou para as luzes do saber e a esperança reacendeu. Este foi o Iluminismo (Século XVII).
Depois porém
ele caiu do céu e abandonou quem nele creu. Esta foi a Terceira Desilusão
(Século XVIII).
O Quarto Anjo
chamou para a ceia da justiça e a esperança reacendeu. Este foi o MATERIALISMO (Século XIX).
Depois porém
ele caiu do céu e abandonou quem nele creu. Esta foi a Quarta Desilusão (Século
XX).
E assim caíram todos
os Quatro Enviados pelos Homens, e já não havia arautos para sobrevir.
Com isto o Vazio
do mundo se instalou, e não mais se via esperanças ou novidade.
Até que finalmente
alguém ousou dizer: “ – O tempo dos homens acabou! Sua chance foi dada. O homem
é falaz e fugaz. Sua palavra não perdura.” E esta foi a Quinta Desilusão –a
desilusão da própria humanidade (Século XXI).
Então alguns
olharam para o alto, e uma luz brilhou na estrela Fomalhaut. Eles viram naquilo
um novo sinal dos céus.
O mundo
padecia, mas estava pronto para uma nova Semeadura Eterna.
Comentários
Neste Dia de
Reis, falemos da Nova Estrela que se anuncia!
A verdadeira
Esperança reside sempre para além da humanidade, porque ser homem é apenas mais
um Capítulo na evolução deste mundo.
As Quatro
Ilusões são como os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, representando as forças da
humanidade e anunciando o “Final dos Tempos”, através da consumação das falazes
utopias humanas desfiladas através da Idade do Diamante da transição “racial”.
Este são os
Quatro primeiros dos Seis Selos abertos pelo Cordeiro de Deus (Ap. Cap. 6),
cuja sequencia obedece a exata ordem da descontrução sócio-cultural das
revoluções humanas:
1. O Cavaleiro
da Arco ............... a Revolução Religiosa
2. O Cavaleiro
da Espada ........... a Revolução Aristocrática
3. O Cavaleiro
da Balança .......... a Revolução Burguesa
4. O Cavaleiro
da Morte ............ a Revolução Proletária
No Quinto Selo,
já aparecem os eleitos de Deus, que aguardam a Hora Final para agir em favor
das Novas Coisas, e lhes é pedido para esperar um pouco mais. Pois no Sexo Selo
já temos a “comoção dos Elementos” anunciando o Dies Irae, quando os poderosos “deste mundo” sentem
que a sua hora é por fim chegada.*
A Quinta
Desilusão é clássica e bíblica como a Queda, é a própria quintessência da
desilusão humana que agrega todas as outras. Já não existe para onde escapar, o
plano terreno se acha totalmente esgotado, situação dramaticamente retratada no
caos ambiental que desencadeia.
E ela é a
anunciada por Fomalhaut, a quarta “Estrela Real”
dos persas que a chamavam Hastorang, “a Hiperbórea”, aquela que rege Aquarius,
a Era de desponta agora nos horizontes do mundo (cada Era possui 2.200 anos).
A Quinta
Desilusão é aquela que o ser humano deve alcançar antes das coisas começarem realmente
a melhorar, pois diz respeito à própria ilusão humana de autogestão,
independente de orientação superior, e que apenas o leva ao sofrimento e ao homo homini lupus em todas as suas divisões
sociais.
Lamentavelmente
esta desilusão cobra um preço muito alto, em termos de destruição do planeta e
da humanidade, e o ser humano se debate longamente na dor e no sofrimento antes
de render-se aos fatos, na suprema ilusão de que desejar a liberdade implicaria
em saber também como mensurá-la e até como alcançá-la.
E esta é uma
das razões que dizemos que quando esta Delusão se soluciona é sucedida por uma
verdadeira recriação do mundo e da face humana da Criatura, porque representa
reencontrar os verdadeiros caminhos entre a terra e o céu, entre a humanidade e
seus guias maiores, transformando finalmente a noite em dia pra o mundo –dia
que não há de chegar de um momento para outro, dado a profundidade do caos que
a humanidade se lançou, contudo a jornada para a luz terá começado.
É o fracasso, o
desgaste e a superação das ideologias separatistas humanas, suas visões
fragmentadas e impositivas fundadas em casses, credos e raças, mesmo aquelas
que suponham uma democracia formal e falseada. A visão globalista das forças
transcendentais é transversal, realiza um corte em toda a história da
humanidade, extraindo o melhor de cada coisa e situação e penetrando no seu futuro.
Aquilo que o
universal traz para o homem é sempre unicamente o equilíbrio e a integração, a
superação do conflito e da visão excludente e parcial das coisas, a que cada
ser humano costuma estar entregue em função do estágio evolutivo que experimenta.
As forças universais
se manifestam através de expoentes que tem superado os estágios humanos de
evolução, manifestando esta condição também através de concepções realmente
abrangentes, unificadas e harmônicas das coisas.
Trata-se, pois,
da verdadeira cultura-da-paz. A busca da paz é uma arte, para a qual as pessoas
costumam usar os mais diferentes recursos, não faltando as drogas e nem mesmo
as próprias guerras... contudo a única grande chave para a paz é o amor e a
compaixão, amparados numa inteligência adequada.
Deus, Dharma,
Tao... são palavras usadas pera designar esta visão holística, planetária e
macro-cultural da existência. Traduz-se geralmente como “Caminho” ou “Senda”,
aquilo que realmente conduz, que neste caso já não é alguma via menor apenas
individual, mas algo abrangente e multifacetado, que atende a diversidade da
condição humana, sem exclusão ou preconceito. Quando a parte se isola do todo,
ela compromete a sua própria integridade e a sua continuação.
Luís A. W. Salvi é escritor holístico, autor de cerca de 150 obras sobre a transição planetária.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.com.br
Fone (51) 9861-5178
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Complexo, ao mesmo tempo sintético e esclarecedor!
ResponderExcluirMuito bonito, principalmente os 2/3 posteriores, por que não podemos afirmar que o positivismo, ou iluminismo, ou as revoluções do renascimento, não foram burguesas e aristocráticas, ou capitalistas, com exceção da arte e da ciência, que avançou razoavelmente. Politicamente sempre quase tudo subordinados aos senhores do capital. Templários deveriam ter sido citados, como um outro norte, no vazio cruel de nossa história. Gratidão
ResponderExcluirOs Templários se inserem mais na Idade Média, não entramos em detalhes a respeito de ordens Mauro Schorr. E o Renascimento integra o momento da aristocracia.
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