ASTROSOFIA

ASTRO-FILOSOFIA - ASTROLOGIA SIMBÓLICA - ASTROLOGIA PITAGÓRICA - A CIÊNCIA DOS CICLOS OU CICLOSOFIA - ASTROLOGIA ESOTÉRICA, COLETIVA & MUNDIAL
"ASTROLOGIA PROFUNDA PARA UM MUNDO MELHOR" - CIÊNCIA & FILOSOFIA NOVAMENTE UNIFICADAS PELA SÍNTESE!"
Eis que vimos a Sua estrela no Oriente e viemos homenageá-lo." Mt 2,2 (sobre os Reis-magos astrólogos)
"Eu (acredito em Astrologia porque) estudei o assunto, e o senhor não." Isaac Newton (a um crítico da Astrologia)

Disse uma sábia, fazendo eco a Newton, que "a Astrologia não é uma questão de crer, mas de conhecer" (Emma C. de Mascheville). E este se revela o único grande problema, ou seja: o de conhecê-la de fato, coisa dificultada ora pela sutileza de seus postulados, ora pelos desvios que sobre ela se acometem a partir disto. Mas nada disto desmente a sua importância histórica, que tem norteado os rumos das civilizações por milênios, sendo mesmo hoje respeitada sábios e presidentes.
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domingo, 20 de setembro de 2015

O SENTIDO ASTRONÔMICO DAS FESTAS CELTAS


Pouca gente conhece os fundamentos astronômicos das festividades sazonais célticas, em especial aquela mais famosas e “pagãs”, chamadas Samhain –que é o Ano Novo celta-, Imbolc, Beltane e Lughnassad.
Deve soar curioso para algumas pessoas que festas sazonais usem datas distintas daquelas celebradas pelo calendário cristão e tantas outras culturas. As festas celtas possuem relação direta com marcos astronômicos inusuais, mas exatos, quanto ao real começo das Estações, incidindo daí sobre os Signos Fixos.
Não obstante, algumas sociedades celtas também celebravam festas nos marcos cardinais “tradicionais” dos signos cardinais: Natal, São João, São Miguel e Pentecostes; assim como outras nos seus “pontos-médios”.


Estes, por sua vez, possuem analogias com as latitudes geográficas das culturas céltidas. Não raro, saberes peculiares derivam de certas particularidades dos povos e culturas, tal como a sua posição geográfica no globo, assim como a sua condição evolutiva e espiritual, suas referências cósmicas particulares, etc.* O Cristianismo se referencia pela Era de Peixes, que no Zodíaco sidéreo (de evolução “retrógrada” em relação ao tropical) se relaciona aos marcos cardeais.

Os “Pontos Médios” Anuais

A referência astronômica tradicional das Estações, são o máximo tamanho ou o equilíbrio dos dias e noites, mas os celtas celebram também a transição sutil entre estas condições.
Em função do que chamo “inércia climática” (acúmulo sazonal de temperatura), a mudança do clima não obedece sensivelmente as datas celtas, que passa assim mais como um requinte astronômico do que um fato social. Contudo, tampouco podemos associar com correção esta mudança sazonal aos marcos cardeais tradicionais, porque ali já se define bastante bem um ápice climático.

No livro "Astrologia Telúrica - o resgate da sabedoria das Estações" (Editorial Agartha), trato do assunto em mais detalhes:

“Os dias seis dos meses de Maio, Agosto, Novembro e Fevereiro, são considerados especiais porque correspondem ao grau 15 de cada signos fixos, ou Touro, Leão, Escorpião e Aquário, configurando a cruz central do Zodíaco, eixos de forças associado os quatro poderes elementais. Segundo Rudhyar, o 15° grau dos signos fixos é um ponto de “descenso de energias divinas” (cf. Astrologia da Personalidade). A astrologia indiana divide os signos pela sua metade (para efeitos de polaridades), semelhante aos “idos” dos meses dos romanos."


O Centro da Galáxia

Dane Rudhyar explorou assim, uma chave esotérica que possui analogias com as festas celtas. Podemos inclusive tentar associar o Centro Galáctico à 26,5 graus de Sagitário à Abertura do Ano celta. Prossigamos, todavia:
“Palavras como Quaresma (46 dias) e Pentecostes (50 dias), fazem alusão inequívoca aos ciclos de 45 dias existentes entre a Páscoa e os pontos médios que a cercam (no rumo dos solstícios), originando no caso o dia de Cinzas e a Festa do Espírito Santo, que incidem próximo a estas datas. Tais dias, com pequenas modificações representam, por exemplo, as festas mais importantes do calendário celta.


Calendário litúrgico cristão

“O que significam estas quatro datas? Ocorre que, desde o ponto de vista da evolução da luz (e não do clima), que determina as proporções de luz e sombra durante os dias, as Estações iniciam, a rigor, nos “Pontos Médios” existentes entre os solstícios e os equinócios, ou na metade dos signos fixos; posto que solstícios e equinócios são apenas situações clímax da condição solar, sendo na verdade o centro das Estações e não os seus inícios. Afinal, a relação de luz-e-sombra nem sempre é idêntica à evolução climática, a qual sofre a ação da inércia.
“Isto significa que as Estações têm o seu início “oficial” com um atraso de 45 dias. E o que justifica este atraso é que, do ponto de vista climático, ocorre uma espécie de inércia produzida pelo ‘acúmulo climático’, capaz de empurrar para frente o início solar das Estações. Ou seja: a soma da temperatura, ao esquentar a terra e a atmosfera, produz certa estagnação que conserva o clima da estação para além do seu marco solar de transição.”

Abaixo vemos esta realidade diagramada, tendo os marcos solares médios representados pelos signos fixos na cruz transversal:
A “Roda do Ano” celta

Assim, no caso das festas celtas, a referência não é o clima e o tempo atmosférico, e sim a luz e o tempo matemático; não se referencia pelos ápices (modelo de registro que se estende também às lunações tradicionais) climáticos e sim em começos reais, algo independente do clima.

Não se trata de visões distintas, e sim complementares. A dupla-cruz é comumente observada nas mandalas e símbolos. Uma não substitui a outra, tal como existe o tempo profano e o tempo litúrgico, embora nem sempre isto se aplique formalmente pois é possível omitir ou resumir informações. A Verdade é sempre uma combinação entre estes modelos.


Chaves de Analogias


As festas celtas tradicionais incidem nos ângulos de 45 graus do zodíaco, e por analogia, ao mesmo grau geográfico de latitude, que passa junto a Genebra (a cidade de Guenevere, esposa do Rei Arthur), coração agarthino da Europa na indevassável Suíça que, graças às montanhas alpinas, pode resistir a muitos invasores e preservar a sua cultura tradicional.

No esforço de compreender o significado de algumas importantes coordenadas geográficas mundiais e locais, chegamos a certas conclusões avançadas sobre os dois focos geográficos com que mais temos trabalhado, que são os paralelo 15 e 30.

Trata-se de Chaves de Analogias entre as posições astronômicas nos raios hemisféricos, e as posições geográficas nos arcos hemisféricos. Inclui-se daí simbologias associadas a ciclos de evolução humana.



½ Raio (30º) do círculo é análogo a ½ arco (45º) de circunferência hemisférica.
1/4 Raio (15º) do círculo é análogo a 1/4 arco (23º) de circunferência hemisférica.



23º nos Hemisférios é a linha dos Trópicos, associada à evolução do Ponto Vernal, encerrando as “zonas intertropicais de influência zodiacal”. Por analogia, o Paralelo 15 teria relação com a implantação dos Ciclos Religiosos associados às Eras zodiacais. O caráter tropical desta faixa, estaria associado ao trabalho religioso através da transmutação das emoções.

45º no Zodíaco é o centro dos Signos Fixos, ou dos Quatro Elementos. Associação com os 4 Ventos e com os 4 Querubins; os Picos de Civilização e as Raças-raízes. Por analogia, o Paralelo 30 teria relação com a implantação dos Grandes Modelos de Civilizações. O caráter tropical desta faixa, estaria associado ao trabalho mental de apuramento de sínteses.
Assim, no paralelo 30 também caberia já trabalhar com as festas celtas tradicionais.

O Conhecimento Sagrado alcança certas sutilezas e delicadezas especiais. Supera as aparências fenomênicas para buscar verdades sutis –numênicas, se assim se quer- nem sempre evidentes mas igualmente poderosas, que dialogam continuamente com os fatos externos. Fazem parte de um Jnana Yoga superior que mandaliza e cosmifica a consciência. Poderá ser astrológico em relação à astronomia, e poderá ser astronômico no tocante à geografia –sempre buscando enobrecer e ampliar a percepção de mundo.

* “As cadeias de símbolos composto obedecem rigorosamente à geometria esférica, origem e fim de padrões atemporais na cosmologia tradicional, adaptações feitas pelos diferentes povos obedecem pontos de vista centrados em sistemas complexos de interpretação local. No ano litúrgico católico suas festas aproximam-se do zoroastrismo, hebraismo e dos egípcios com sua veia atlante...” (J. Marciano Ribeiro, de cujo diálogo nasceu esta matéria).

Assista ao video


* Luís A. W. Salvi é filósofo holístico e escritor polígrafo com cerca de 150 obras, e na última década vem se dedicando especialmente à organização da "Sociologia do Novo Mundo" voltada para a construção sócio-cultural das Américas.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
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